SRP Valley e importância dos parques tecnológicos para as startups

Fortalecer o ecossistema de inovação de uma cidade ou região requer um trabalho de inúmeros atores. Foi pensando nisso que a Sociedade Rural do Paraná (SRP), em parceria com Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Cooperativa Integrada, hub Cocriagro, além de startups como a Trace Pack, lançaram o SRP Valley, o parque tecnológico estruturado para o agronegócio. 

Parques Tecnológicos são regiões onde há uma concentração geográfica de empresas, instituições de ensino, incubadoras de negócios, centros de pesquisa e laboratórios que favorecem um ambiente propício à inovação tecnológica e, principalmente, geração de negócios. No caso de Londrina, uma cidade considerada um ecossistema de inovação, um parque tecnológico da envergadura do SRP Valley tende a ressaltar ainda mais a cultura inovadora do município.

A instalação do parque na Sociedade Rural do Paraná realça o compromisso desta com a inovação, afinal, no local já funciona a aceleradora GO SRP Agritech. Além disso, contam com espaços reservados no parque a empresa de eventos FB Group, o Sebrae, a Cocriagro, a Sercomtel e a startup Trace Pack.

Gustavo Schneider, CTO da Trace Pack e um dos sócios da empresa, destaca que o lançamento do parque tende a melhorar o ambiente de negócios e a fortalecer o networking. Segundo o CTO: “O SRP Valley traz para as startups e principalmente para a Trace Pack um grande networking em questões de empresas e relacionamentos. Uma forma de unir várias tecnologias e serviços de várias startups e, dessa forma, agregar os serviços que cada um produz e acompanha com a outra”. Ainda segundo Schneider, “instituições como a Sociedade Rural do Paraná e a Embrapa ajudam a fomentar a inovação de forma que essas empresas cresçam de forma homogênea e sustentável”.

O fortalecimento dessa rede de relacionamentos é um fator essencial quando se fala de inovação. Iniciativas como a criação do parque tecnológico são pensadas para gerar desenvolvimento regional, de tecnologias e de acessibilidade ao pequeno e médio produtor, já que transformam a vida e o cotidiano do empreendedor, o que possibilita um avanço do campo de forma cooperada.

Para Sérgio Marcos Barbosa, Gerente Executivo da EsalqTec (incubadora de negócios) e sócio do hub Cocriagro de Londrina, há vantagens na criação do parque. Barbosa ressalta  que as atividades tendem a ficar mais eficientes e organizadas com um parque como o SRP Valley, afinal, “por ser um parque tecnológico privado já têm uma grande vantagem competitiva e você pode ter atores que vivenciam o agronegócio em Londrina por uma especialidade que o parque terá que é o agro. Eu não vejo lugar mais propício para essa instalação do que a Sociedade Rural do Paraná”. 

Tatiana Fiuza, Head de Inovação do Cocriagro, acredita que o parque funcionará como uma vitrine para os empreedimentos. Fiuza pontua que: “O SRP Valley vai possibilitar uma coisa que a gente almeja há muito tempo que é ter um grande showroom de startups, uma vitrine mesmo. Então, as startups poderão apresentar suas tecnologias não só no PowerPoint ou num pitch como a gente chama, elas vão conseguir apresentar nesta vitrine, isso aproxima o produtor daquela tecnologia  que, de fato, não é só o que ele ouviu falar mas que ele vai ver funcionando, então acho que o parque é muito importante nesse sentido”.

O desenvolvimento do SRP Valley evidencia a necessidade de se pensar em soluções aliadas a tecnologias para problemas de produtividade, monitoramento e controle no campo. Com um agronegócio cada vez mais forte e com perspectivas de aumento de conectividade, espera-se que as startups e todo seu entorno ampliem seu escopo de atuação, além de impulsionar parcerias com entes que ressaltam a cultura de inovação como o Sebrae, a Cooperativa Sicredi, entre outros. 

Antônio Sampaio, Presidente da Sociedade Rural do Paraná, acredita que inovar é um caminho sem volta. Para o presidente, que está presente na história da Trace Pack desde o começo, o parque SRP Valley é mais um passo no processo de inovação na cidade de Londrina. Segundo ele:  “A inovação tecnológica não é opcional. Quem estiver nessa evolução, sobreviverá, quem não estiver, irá desaparecer. Esse é o entendimento de todos e não é diferente na atividade agropecuária. A Sociedade Rural fomenta isso, estamos embarcados, é o que fazemos há muito tempo e o SRP Valley é mais um degrau que galgamos nesse processo. Tanto que a Trace Pack está aí desde 2017 e hoje é uma empresa. É uma satisfação, é algo gratificante”.

Redação e Conteúdo: César H.S. Rezende

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About Cesar Rezende

Sou um TracePacker - Jornalista, mestre em Administração com ênfase em Política e Gestão Socioambiental pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e cursando MBA em Gestão Tributária pela USP/Esalq.

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